Como não cair em fake News? Fuja de notícias falsas

As Fake News estão dominando as redes sociais nos últimos anos. Neste guia você vê como escapar dessas notícias falsas.


Qualquer pessoa que está conectada na Internet certamente já recebeu alguma fake News. Até mesmo quem não tem já foi atingido por uma notícia falsa compartilhada nas redes sociais e que dominaram o dia a dia. Por mais que o volume seja cada vez maior, é possível escapar delas. Portanto, confira este guia e compartilhe com aquele seu amigo e parente que fica te enviando fakes News o tempo todo.

Como surgiu as Fake News?


Notícias falsas sempre existiram, seja no jornal ou na TV. Só que até então isso se resumia muito mais a um erro de apuração. No entanto, o volume de compartilhamento era muito menor, afinal, tinha que ser apenas no boca a boca.

Com a Internet e as redes sociais isso foi se intensificando. A partir de 2014, o volume aumentou de forma considerável e em 2016 o termo “Fake News” veio dos Estados Unidos e chegou aqui no Brasil. Até que em 2018 aconteceu a grande explosão, com essas notícias falsas circulando em milhões de whatsapps pelo Brasil.

Dicas para reconhecer fakes News


Infelizmente as fake News só fazem sucesso porque normalmente o que está sendo compartilhado é algo que a pessoa que envia e também a que recebe querem acreditar naquilo. Não é por acaso que grande parte do volume é algo político. Logo, se a notícia critica ou apresenta um “podre” de um candidato ou partido que a pessoa odeia ela não vai duvidar.

No entanto, se você não quer ser enganado saiba que existem formas de reconhecer as fake News. Primeiramente elas sempre trazem características como essas:

  • Afirmam não ser falsa: Sim, pode parecer bobeira, mas muitos utilizam do anúncio de não ser fake para trazer um atestado de confiável.
  • Título bombástico: Normalmente as fake News já trazem no título algo grandioso, que faz com que a pessoa acredite mesmo sem ler.
  • Tom alarmista: Também costumam trazer em um formato de alerta. Com o medo cada vez mais presente entre as pessoas, isso acaba tendo sucesso.
  • Sem local/data/Fonte: Uma característica marcante das fake News é não trazer informações precisas, exatamente para dificultar a checagem.
  • Informação exclusiva: Sempre aparece também com mensagens de que “você só vai ver aqui” ou “isso a imprensa não mostra” para dar a ideia de que estão tentando te esconder algo importante.
  • Áudio/vídeo de especialista: Outra tática comum é compartilhar imagens ou áudios de uma pessoa se apresentando como especialista de algo, porém, sem trazer uma identificação completa.


Como descobrir que são fakes?


Só que além de observar características você também pode ir atrás da confirmação. Para isso você tem algumas formas de descobrir.

  • Pesquise nos principais sites: Muitas das vezes a notícia falsa vêm em uma imagem que se parece muito com um site famoso, como G1 ou Folha. Com isso a dica é que você vá até o site e na barra de procurar você digite o título que viu na imagem que recebeu. Caso seja algo verdadeiro você também vai encontrar lá. Se o que você recebeu foi um link com texto, busque nos principais sites as informações que foram dadas lá. Se não tiver em nenhum lugar é porque certamente é fake.
  • Procure no Google as fontes: Quando receber um áudio, vídeo ou texto de um especialista procure no google pelo nome e a profissão. Caso essa pessoa realmente exista e seja influente no ramo certamente já vai ter dado entrevista para algum grande veículo ou então terá alguém defendendo o mesmo ponto de vista dele. (Duvide se só aparecer em sites desconhecidos).
  • Sites de checagem: Felizmente hoje já existem diversos sites que já fizeram o trabalho de pesquisar para você e, portanto, pode utilizar para confirmar se a história é verdadeira ou não. Estes abaixo são os mais confiáveis:

Agência Lupa

Fato ou Fake

Projeto Comprova

E-Farsas

Não compartilhe a informação sem ter certeza

O principal de tudo é que se você não tem a confirmação que é verdade não compartilhe com ninguém. Por mais que possa ser algo favorável ao que você defende. Sejamos limpos e vamos debater apenas utilizando informações corretas. Esta é a melhor forma de evoluirmos. Isso fará, por exemplo, com que políticos principalmente tenham que apresentar ideias e não conquistar o seu voto com mentiras sobre os adversários.

A Fake news do "Kit Gay"




O que era Kit gay?

Material “Escola sem Homofobia” foi alvo de críticas e fake News, mas só tinha o objetivo de combater preconceitos. Baixe aqui e confira.


A grande maioria dos brasileiros já ouviu falar do “Kit Gay”. O que poucas pessoas sabem é que este é o termo pejorativo criado por grupos conservadores do projeto chamado “Escola sem Homofobia”. Uma ideia que visava combater o preconceito e que NÃO era destinado a crianças.

O que era a Escola Sem Homofobia?


Tudo começou em 2004, quando o Governo Federal lançou o programa Brasil sem Homofobia. O objetivo era combater o preconceito contra a população LGBT (composta por travestis, transexuais, gays, lésbicas, bissexuais e outros grupos).

Foram diversas campanhas e ações até que em 2011 surgiu a ideia do “Escola sem Homofobia”. Consistia em um material (que está disponível aqui para download) que seria distribuído nas instituições de ensino do país. No entanto, todo o material impresso era destinado apenas para os educadores.

Como surgiu a fake News em torno do “Kit Gay”?


Ainda em 2011 grupos conservadores começaram a criar fake News de que o governo distribuiria um “kit gay” para os estudantes e que estimularia a homossexualidade. O caso teve tanta repercussão que o Governo Federal resolveu desistir do material da “Escola sem Homofobia”.

Nas eleições de 2018 o tema foi resgatado e novamente com mais fake News. Na ocasião o candidato Jair Bolsonaro apresentou o livro “Aparelho Sexual e Cia – um guia inusitado para crianças descoladas”, do suíço Phillipe Chappuis. Bolsonaro afirmava que este livro fazia parte do “Kit gay”, o que era algo totalmente falso. O livro jamais fez parte do material e jamais circulou no Ministério da Educação durante o governo petista.


O risco das fake News


Esse tema mostra como as fake News são extremamente perigosas. Muitas pessoas, inclusive da área da educação acreditaram no que seria o “Kit Gay”. Porém, o “Escola sem homofobia” não passava apenas de um material para orientar os professores a como combater o preconceito dentro da escola. Nada seria mostrado para as crianças e o tema sequer seria discutido com estudantes menores.



O MTST de Boulos

Você aí na sua cidade certamente já passou por uma rua e viu um prédio abandonado e lembra que ele já estava assim desde que você era criança, correto? E pior, andando mais um pouco na rua mais a frente você sabe que tem muitas pessoas morando na rua? Isso está errado e é para acabar com isso que o MTST atua. Neste artigo você vai conhecer um pouco mais movimentando, que não tem o objetivo de invadir a casa de ninguém e sim de imóveis abandonados.


Apesar de não ser tão conhecido como o MST, o MTST também tem uma longa trajetória. Inclusive muitas pessoas ainda confundem os dois, pensam que se tratam da mesma coisa. Um é o MST, movimento dos Sem Terra, que já mostramos aqui em um outro episódio. Já o outro é o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e que ganhou muito mais visibilidade sem dúvidas a partir de 2018, quando um dos integrantes, Guilherme Boulos, veio como candidato a Presidência. Ele agora em 2020, é candidato a Prefeito de São Paulo. 

A história do MTST


Só que o MTST vem de muito antes, de 1997 e quando milhares de trabalhadores se organizaram em busca de um direito constitucional. Afinal está no artigo. 6º da Constituição: São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

Surge alinhado ao MST, mas com uma vertente mais urbana. Enquanto O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra buscam terras para morar e produzir, o Movimento dos Trabalhadores Sem Tetos são pessoas que trabalham na cidade, sendo porteiro, diarista ou qualquer outra profissão, mas que com a renda não tem condições de pagar um aluguel.

Vale lembrar que o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.045,00, sendo que muitos trabalhadores, que não tem carteira assinada recebe ainda menos que isso.

E em compensação, o valor médio do aluguel de um apartamento de 45 metros quadrados na cidade de São Paulo, por exemplo, é de R$ 1.021,00, de acordo com o SP Imovel. E mesmo que encontre valores abaixo disso, lembre-se que ainda tem despesas como luz, água, mercado e muitas outras.

Então não se tratam de “vagabundos” como alguns afirmam. Estamos falando de trabalhadores que acabam morando na rua por terem que escolher comer. E a menos que você ache justo que alguém tenha que optar entre ter um teto e comer, vai concordar que a luta por moradia é justa. E o pior é que não estamos falando de casos isolados.Segundo o IBGE, existem 6,35 milhões de famílias sem casas, que moram de favor, ou em um barraco ou estão nas ruas.

O que o MTST então faz é prestar assistências a essas famílias e mapear terrenos e construções abandonadas há 10, 20 anos. Hoje no Brasil, são 7 milhões de imóveis nesta situação e muitos deles com dívidas absurdas de IPTU e outros tributos, em alguns casos a dívida com o Estado chega a ser maior que o valor do imóvel.

O movimento então ocupa estes espaços abandonados, para pressionar o poder público a desapropria-la e a transforma-la em moradia popular pelo próprio governo. E isso não saiu da cabeça dos organizadores. Está na Constituição, no artigo 182, que a propriedade urbana precisa cumprir uma função social, ou seja, ser utilizado como moradia, comércio ou de alguma forma. Cabendo o Estado desapropriar estes imóveis em troca de uma indenização justa.

Em pouco mais de 20 anos de atuação, o MTST já conquistou imóveis para milhares de famílias em 14 estados.

Importante destacar que o MTST não cobra aluguel de nenhuma família que esteja em uma ocupação, assim como também não vai entrar na casa de ninguém.



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