Como seria o Semipresidencialismo no Brasil?

Liderado por Luís Roberto Barroso, o Brasil voltou a debater uma possível alteração no sistema de governo. O alvo da vez é o Semipresidencialismo, algo que boa parte da população sequer entende como funciona e talvez exatamente por isso tanta gente da elite defenda isso. Confira como funciona o semipresidencialismo. 

Agora em julho, o ministro do STF e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso defendeu a implantação do semipresidencialismo no Brasil. A ideia foi logo apoiada por outro ministro do STF, Gilmar Mendes.  

A proposta não chega a ser nova e de tempos em tempos surgem outras ideias para diminuir o poder do povo e ampliar o da classe política. Tempos atrás foi o parlamentarismo, que inclusive já foi rejeitado em dois plebiscitos. Parece que para eles, só o fato do Centrão ter tanto poder no comando do país não é o suficiente e eles precisam ter o poder de escolher quem manda no país. 

Isso não significa que o semipresidencialismo não tenha vantagens. Porém, é inegável que a escolha do líder do país deixa de sair das mãos do povo e vai para um grupo de políticos. 

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O que é o Semipresidencialismo?

O semipresidencialismo é como uma mistura de dois sistemas, o parlamentarismo e o presidencialismo. Existem muitas variações e estas serão discutidas em uma eventual proposta que avance no Congresso. 

Só que basicamente, a população continuará votando para Presidente, porém, ele agora terá poderes menores, como cuidar da política externa e as forças armadas. Ele também irá nomear um primeiro ministro, que será o responsável pela política interna, com apresentação de leis e programas. 

Só que considerando que o Presidente enfrente um Congresso hostil, ele terá trabalho para escolher alguém que atue da forma que ele defende e que o povo apoiou na hora da votação. 

Isso porque a escolha do primeiro-ministro vai ser similar ao que hoje já ocorrem com a nomeação de outros ministros, ou seja, pensando em agradar o legislativo.  

Algo preocupante levando em consideração que normalmente o Centrão em praticamente todas as eleições conseguem quase metade da bancada do Congresso e, portanto, sempre terá poder de barganha.  

Em outras propostas a escolha do primeiro-ministro inclusive seria feita diretamente pelo Congresso, reduzindo ainda mais o poder do presidente eleito pelo povo. 

Os defensores do sistema alegam que isso trará mais estabilidade, não haverá tantos pedidos de impeachment, porém, essa estabilidade não estará a uma melhora de governo e sim no fato do primeiro-ministro já ter o apoio do Congresso.  

No Brasil, a elite sempre busca uma forma de tirar o poder de decisão das mãos do povo de qualquer maneira. Seja com golpes, prisões e agora com uma proposta de alteração de sistema de governo sem sequer ouvir a população.  


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