A história da bandeira do Brasil

 Você sabe a história da bandeira do Brasil? Confira todas as mudanças ao longo do tempo e o motivo das cores atuais. 

A Bandeira do Brasil hoje é um tema polêmico. Infelizmente uma galera bem duvidosa se apropriou das cores da bandeira do Brasil. Uma galera que se diz patriota, mas que odeia as nossas florestas, os nossos índios, o nosso povo e as nossas empresas.  

É como se você falasse que ama a sua casa, mas vendeu a sala, a cozinha, os quartos e só ficou com a fachada. E é exatamente isso, um patriotismo de fachada.  

Por causa disso uma outra turma tenta resgatar essas cores, trazer de volta a bandeira do Brasil para quem realmente gosta do país, com toda a diversidade existente aqui. 

Aliás, a turma que hoje carrega a bandeira, mas que odeia tudo do nosso país, a galera do Brasil com Z, na verdade tinha que ostentar na verdade a nossa segunda bandeira, criada na primeira semana da República. Mas chegaremos lá depois. 

A primeira bandeira brasileira

Primeiro temos que voltar mais no tempo. Em 7 de setembro de 1822 ocorre a Independência do Brasil e, o novo país então tinha que ter a sua própria bandeira. Em 18 de setembro então em um decreto de D.Pedro é confirmada a primeira bandeira brasileira, feita pelo pinto francês Jean-Baptiste Debret. 

O artista se inspirou em bandeiras utilizadas por tropas francesas durante o período da Revolução Francesa e do período napoleônico. Lembrando que D.Pedro I era um grande fã de Napoleão.  

A bandeira era muito parecida com a que temos agora, um fundo verde, com o losango amarelo. Só que no centro estava um escudo com a coroa imperial e ramos de tabaco e café, além de estrelas brancas representando cada província. 

A cor verde simbolizava a casa de Bragança, de Dom Pedro I, e o amarelo a casa de Habsburgo, de D. Leopoldina. 

As bandeiras da República

Só que em 15 de novembro de 1889 acontece a Proclamação da República, ou o golpe da República, quando os militares tiram D.Pedro II do poder.  

Imediatamente o novo governo, ainda provisório, decide acabar com qualquer referência ao Império para não existir qualquer possibilidade de tentarem resgatar a monarquia. Entre as medidas está substituir a bandeira e por isso ainda no dia 15 de novembro surge uma nova. 

Esta nova era exatamente igual a bandeira dos Estados Unidos, porém, com o verde e amarelo. Só que esta ficou por apenas quatro dias e era apresentada como provisória e depois virou informal. 

Isso porque quatro dias depois foi apresentada a oficial e que é a que vemos até os dias de hoje. Ela foi lançada e já com uma bela historinha de que o amarelo seria o ouro, o verde as matas, o azul os mares e o branco seria a paz.  

No entanto, a explicação é falsa. Afinal, como falamos, o verde e o amarelo já estavam presentes na bandeira imperial e eram referentes as casas do Imperador e Imperatriz.  

Na verdade a substituição foi apenas pelo fundo azul e que seria referente ao céu visto do Rio de Janeiro na noite da proclamação da república. A bandeira ainda conta com as estrelas referentes a cada estado brasileiro. Além disso havia a inclusão da frase “ordem e progresso” que vem do lema positivista do francês Auguste Comte, que era “O amor como princípio e a ordem como base, o progresso como meta”. Porém, o amor acabou cortado da frase, como se os criadores Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos e Décio Vilares já soubessem que no futuro usariam a bandeira para promover tanto ódio.  

Então dá para combinar assim e todos saem ganhando. Quem realmente gosta do Brasil e tudo o que existe nele fica com a bandeira atual. Já a turma do Brasil com Z, fica com a bandeira do começo da República, com a cópia dos Estados Unidos.  

Leia também: O golpe da República

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