Bolsonaro mente na Cúpula do Clima, se apoia em feitos do PT e exige dinheiro

Desde 1 de janeiro de 2019, vivemos um conflito. Imploramos para que o Governo tome uma providência sobre diversos problemas que vão acontecendo no país. Seja, sobre desemprego, fome, controle da Pandemia ou meio ambiente. Porém, sempre que vemos o Presidente e algum representante do governo ficamos com a sensação de que era melhor que não tivessem falado nada.


E foi mais um caso desses nesta quinta-feira, 22 de abril, na Cúpula do Clima, que reuniu líderes de 40 países para discutirem e apresentarem propostas sobre o meio-ambiente. Um dos últimos a falar, o que já demonstrava a pouca credibilidade, Bolsonaro fez um discurso mentiroso. E quem está dizendo isso são especialistas do tema aqui no Brasil e No Mundo.



Especialistas apontam mentira de Bolsonaro


A CNN, versão original da marca né, e não a que atua no Brasil fingindo ser um jornalismo sério trouxe uma chamada constrangedora e que está em destaque no portal no qual questiona se podem acreditar na palavra de Bolsonaro sobre a proteção do meio ambiente e pede para o leitor observar texto registros que apontam que não.

Na reportagem, o jornal destaca que o Brasil conta com 19% da floresta tropical e que de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de 2004 a 2013 reduziu o desmatamento anual em quase três quartos e, ao assinar o Acordo de Paris em 2015, se comprometeu a reduzir as emissões em 37% até 2025.

Só que isso mudou desde que o Bolsonaro assumiu, a quem o jornal chamou de “o Trump dos trópicos”. Citou inclusive que Salles foi registrado aconselhando a aproveitar a pandemia para enfraquecer regulamentos e que a gestão do ministro do meio-ambiente abriu as portas para o desmatamento.

E Vale destacar que quando Bolsonaro começou a discursar, o Presidente dos Estados Unidos, e organizador desta edição já havia deixado a sala, o que demonstrava como o Presidente do Brasil está sem nenhum prestigio internacional.

Bolsonaro mente na Cúpula do Clima


Durante a fala, Bolsonaro prometeu entre outras coisas dobrar o investimento em fiscalização, porém, o orçamento para o Meio Ambiente é o menor em 21 anos. Fez um discurso divergente do que apresentou na ONU no final do ano passado e apresentou números errados, além de não levar nenhuma ação concreta para reduzir o desmatamento ilegal.

O secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini inclusive postou no twitter que o Brasil saiu desacreditado, após Bolsonaro ter passado metade da fala pedindo dinheiro por conquistas de governos anteriores.

Pedidos de dinheiro


Outra situação constrangedora é que Bolsonaro passou por parte da apresentação exigindo dinheiro para cumprir as metas de cuidados com o meio-ambiente. Afirmando ser necessário uma “justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta”.

Pior do que aparecer com um saquinho pedindo moedas na frente de diversos líderes é fazer isso depois de Alemanha e Noruega terem cancelado as doações para o Fundo da Amazônia exatamente por causa do Governo Bolsonaro comandado por Salles não tê-lo utilizado para cuidar da Amazônia.

Além disso, Bolsonaro tem atuado sistematicamente para retirar fundos de órgãos de preservação, assim como também demitido equipes de fiscalização. Só no ano passado houve um bloqueio financeiro de aproximadamente R$ 60 milhões que seriam destinados ao Ibama (R$ 20,9 milhões) e ao ICMBio (R$ 39,7 milhões). Outras áreas de proteção ao meio ambiente também sofreram cortes.

A pasta, que hoje está recheada de militares, também tem criado leis para dificultar a aplicação de multas.

Com isso, somente em março de 2021, o Instituto Imazon registrou 810 quilômetros quadrados de floresta desmatada, o que representa um aumento de 216% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Uso da imagem do PT


Para piorar, para tentar limpar a imagem, Bolsonaro tentou apresentar resultados de políticas ambientais, porém, todas foram feitas nos tempos do Governo Lula, como alternativas energéticas, como o etanol, e a redução das emissões de gases de efeito estufa, que foi de 41% entre 2005 e 2012.

Com isso, tivemos Bolsonaro falando para o Mundo ouvir o que ele já faz no Brasil. Diz discursos fantasiosos e com números mentirosos. A questão é que diferentemente do que ocorre aqui com uma parcela da população, o resto do Mundo não tem essa paixão cega pelo Presidente, além de fazer um simples exercício de pesquisar e constatar que estão vendo mentiras. Situação que deixará o Brasil cada vez mais isolado até 2022.



 

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