O projeto lebensborn: Fabrica de bebês de Hitler

Governo de Hitler estimulou o nascimento de crianças consideradas de raça pura na Alemanha nazista

É muito comum você ver algumas pessoas falando sobre defesa da família tradicional brasileira para atacar uniões homoafetivas ou em outros tipos de debates. No entanto, estas mesmas pessoas se omitem, por exemplo, quanto a quantidade de crianças abandonadas pelos pais. Só em 2020 foram mais de 80 mil crianças que não tiveram o nome do pai no registro. Só que a hipocrisia do discurso não é exclusiva do Brasil atual. Na Alemanha nazista, que também, dizia ter como um dos pilares a família, teve um projeto que era basicamente uma Fábrica de bebês. 




Quase todo mundo sabe sobre o que Adolph Hitler pensava sobre raça pura. Algumas atrocidades como perseguição a pessoas de outras raças que não a ariana ou a pessoas com deficiências são mais comuns de serem ouvidas.

No entanto, o governo nazista teve um outro projeto muito absurdo e que saiu do papel. O projeto tinha o nome de A Fonte da Vida – Lebensborn. Tratava-se quase que uma fábrica de bebês.

O programa foi desenvolvido em 1935, por Heinrich Himmler, que era um líder militar e considerado o número 2 do Terceiro Reich, atrás apenas de Hitler.

Neste programa, as mulheres consideradas dentro dos padrões raciais eram encorajadas a terem relações sexuais com oficiais nazistas. E mesmo que alguém tente minimizar isso dizendo que elas não eram forçadas, embora isso também não seja algo que dê para afirmar. Estamos falando de um período em que era feita uma verdadeira lavagem cerebral no povo alemão de que eles tinham que servir ao país.

Essas mulheres davam a luz em maternidades construídas para o programa. Depois os bebês eram entregues e criados pela organização nazista. Não existem dados precisos, pois muitas pessoas sequer foram registradas, mas diversas publicações apontam para mais de 8 mil nascimentos neste projeto entre 1936 e 1945.


Livro Mein Kampf – Adolf Hilter disponível


A partir de 1939, os nazistas passaram a sequestrar crianças de outras regiões que também atendessem aos ideais de raça da Alemanha. Estima-se que só da Polônia mais de 10 mil crianças foram retiradas dos pais ou de orfanatos. 

A situação fica ainda pior porque as crianças sequestradas que não cumpriam as condições de pureza eram levadas para os campos de concentração.

Esta ideia casava exatamente com outro programa, o da Juventude Hitlerista, que recebeu o nome em 1926. Com jovens entre 10 e 18 anos, que seguiam e representavam perfeitamente os ideais nazistas.










Postar um comentário

0 Comentários