História de Eugênia Ana dos Santos

Em uma época que mulheres brancas já eram enxergadas sem protagonismo, mulheres negras eram vistas até sem traços de humanidade. Mas foi nesse contexto que Eugênia Ana dos Santos, conhecida como Mãe Aninha foi fundamental para a sobrevivência do Candomblé. 




Os crimes de intolerância religiosa têm crescido no Brasil ano após ano e as maiores vítimas são as religiões de matrizes africanas. Somente no Rio de Janeiro foram 1300 denúncias em 2020, mas este aumento tem sido observado em diversas cidades pelo país.

Só que o cenário que Eugênia Ana dos Santos nasceu, em 1869, a situação era muito pior. A escravidão era legalizada no Brasil e a prática do Candomblé era proibida.

Criada em um ambiente religioso e de origem africana, ela foi fundamental na luta de resistência do Candomblé no Brasil, fundando terreiros no Rio de Janeiro e em Salvador. Mesmo na época a religião sendo alvo de forte repressão policial.

Só que a atuação de Eugênia Ana dos Santos foi além e ela teve participação importante no debate político que resultado no decreto que pós fim à proibição aos cultos africanos em 1934. Mãe Aninha morreu quatro anos depois.

No entanto, como falamos na abertura do vídeo, a legalização da prática religiosa não tem sido o suficiente para acabar com a perseguição aos cultos de origem africana. Assim como nem a Constituição de 88 que garante a liberdade religiosa tem garantido isso na prática. Tanto que desde 2007 é celebrado o dia nacional de combate a intolerância religiosa. A data de 21 de janeiro foi escolhida exatamente em homenagem a mãe Gilda de Ogum que foi atacada e morta dentro de um terreiro.









Postar um comentário

0 Comentários