Nacionalismo x Patriotismo: Saiba a diferença


Apesar de às vezes serem utilizados erradamente como sinônimos, “nacionalismo” e “patriotismo” são pontos bem diferentes. O “patriotismo” basicamente está ligado a defesa do país, do combate a corrupção, enquanto o “nacionalismo” está mais relacionado a cultura, a questões de raça e comportamento social.

Explicando melhor, enquanto o patriotismo luta contra a destruição ou desperdício de recursos naturais do país e de desvios de dinheiro público, o nacionalismo luta contra a entrada de pessoas que possuam uma cultura, uma ideologia, um estilo diferente ou uma raça diferente da que eles entendem como natural do país. Basicamente era a ideia que os alemães tinham no governo de Hitler. Mas que são vistas em diversas partes do Mundo, como nos casos de intolerâncias religiosas, por exemplo.

O uso do nacionalismo

O fato é que muitas vezes o “nacionalismo” aparece disfarçado de “patriotismo”. Isso porque como a ideia de “patriotismo” é muito mais aceita e bem-vista. É muito exaltado nas competições esportivas e nos filmes norte-americanos. Porém, como dito a ideia de “patriotismo” não interfere nas liberdades culturais, religiosas e sociais. Na expressão “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, por exemplo, a primeira frase pode até ser encaixada como “patriotismo”, porém, a segunda é claramente uma manifestação de “nacionalismo”. Afinal, exclui religiões politeístas, além de claro, ser referente exclusivamente a um Deus Cristão.

E nisso está, portanto, outra diferença entre “patriotismo” e “nacionalismo”. Enquanto o primeiro apesar de trazer a ideia de adoração por uma terra, por um país, ele não traz junto o ódio ao país, a terra do próximo. Enquanto o “nacionalismo” carrega o ódio ao que ele vê como diferente ou do outro.


O Patriotismo surgiu primeiro, na Grécia antiga, com a ideia de amar a terra dos pais. Estimulando assim a defesa dos territórios, o que foi e continua sendo repetido por diversos países pelo Mundo.
Já o Nacionalismo é algo bem mais recente e surge após a revolução francesa, século XVIII, com Montesquieu, que é justamente quando aparece também o Conservadorismo, que falamos em outro episódio. E embora não seja uma coisa obrigatoriamente ligada, é muito comum que os dois andem juntos.

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